Blog do Lininho  
Rapidinhas  
  • Segunda-feira, 15/10/2012 - 16h00
    AGUARDE... Logo você verá aqui as rapidinhas do blog do lininho..
Compartilhe
 
 

Que as portas que levam à felicidade se abram para nós todos os dias.

 
 
 
 
  Quarta-feira, 22/6/2016 - 17h50
Como lidar com o cyberbullying na escola?
Foto:  

Intimidações, humilhações e diversos tipos de violência entre crianças e adolescentes cada dia mais conectados extrapolam o espaço da escola. Com 77% do total da população brasileira entre 10 e 17 anos navegando pela internet, como aponta o estudo TIC Domicílios 2014, os ambientes virtuais se tornaram territórios para práticas já conhecidas que acontecem nos bastidores das aulas, como o bullying.

Entre mundo online e offline, 27% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos afirmam já ter vivenciado situações em que alguém agiu de forma ofensiva ou que lhes chateou nos últimos 12 meses. 15% desses casos aconteceram na Internet. Os dados são da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2014 e revelam que o bullying virtual acontece principalmente em forma de ameaças e propagação de calúnias.

A necessidade de tratar o tema dentro das escolas foi reforçada pela Lei nº 13.185/15 (também conhecida como Lei Anti-Bullying). Ela institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) e caracteriza todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo. No campo virtual, depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial configuram cyberbullying. Esta lei coloca como dever da instituição de ensino assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnóstico e combate a essa prática.

Diferente de outros países, o cyberbullying não é categorizado no Brasil como crime digital. Mas a ação sempre está vinculada a algum outro crime já previsto na Constituição. Assim, ofensas podem se configurar como crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria); comentários como “você não merece viver” podem ser considerados instigação ao suicídio e invasão de dispositivos e roubo de dados estão sujeitos à Lei Carolina Dieckmann.

O Marco Civil da Internet prevê responsabilização dos agentes de acordo com suas atividades, nos termos da lei. Assim, quem comete qualquer tipo de crime na internet pode ser punido. “A Lei Anti-Bullying exige a abordagem do trabalho no campo social, psicológico e jurídico. É preciso desmistificar a ideia de que não há consequências para as ações entre as crianças”, explica a advogada Ana Paula Siqueira Lazzareschi de Mesquita, do escritório SLM Advogados e coordenadora do programa Proteja-se dos Prejuízos do Cyberbullying, que tem 40 escolas participantes. O bullying se caracteriza por uma agressão entre pares e, necessariamente, por uma plateia. Então, quem assiste – calado ou rindo – é corresponsável pela ação.

Como prevenir e abordar o tema

O ideal é evitar a punição dos agressores em outras instâncias que não a escola, privilegiando os mecanismos e instrumentos que promovam o diálogo, a conscientização, a responsabilização e a mudança de comportamento. Para Luciene Tognetta, professora do Departamento de Psicologia da Educação, da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), e pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Moral (GEPEM), o gestor deve estabelecer ações preventivas. Manter espaços democráticos, promover rodas de conversa, palestras e momentos para que os alunos possam participar das decisões, falar sobre problemas que enfrentam no cotidiano escolar e como se sentem, por exemplo, pode ajudar que as crianças se sintam valorizadas e tornar a convivência sadia um valor para elas. “Como uma das características do autor de bullying e cyberbullying é pouco se sensibilizar moralmente pela vítima, isso significa que deve haver espaços validar que valores todos querem na escola”, explica Luciene.

Para evitar a propagação do cyberbullying, é necessário trabalhar o olhar sobre o outro. Filmes, textos, pesquisas e projetos sobre o tema podem gerar discussões em sala e melhorar a percepção e o comprometimento sobre o coletivo. “Quando você faz um trabalho preventivo, abre o espaço para o diálogo e a conscientização”, coloca Ana Paula. “A plateia pode ser omissa, colaboradora, coautora ou pode aprender a ser inibidora dessas ações. Se os alunos são conscientizados, eles sabem se posicionar diante do que não é legal e não deve ser compartilhado e podem dizer aos autores que o material deveria ser retirado do ar”, explica a psicóloga Maria Tereza Maldonado, psicóloga e autora do livro Bullying e Cyberbullying - o Que Fazemos Com o Que Fazem Conosco?.

Luciene destaca, porém, que essas ações não podem ser pontuais ou concentradas numa semana especial dedicada ao tema. “Quando se trata de um momento organizado pontualmente, você tem um espaço garantido para aquela proposta. Mas, na verdade, se tratam de questões de convivência, que fazem parte do cotidiano e que podem surgir em diversas situações. E é preciso que os estudantes aprendam que existem formas diferentes de resolver conflitos, que não pela submissão à vontade do outro ou pela agressão. É importante compreender a dinâmica do bullying e do cyberbullying, os motivos que as provocam e as consequências”, esclarece.

Para Maria Tereza, o tema deve ser foco de projeto institucional, com a construção de um programa permanente de combate ao cyberbullying que esteja no projeto político-pedagógico (PPP) da instituição. “Especialmente nos casos online, a questão é orientar os alunos para fazer um uso responsável das redes. Cada escola deve construir um projeto de acordo com suas características e ele pode ser elaborado com a participação dos alunos”, diz.

A atenção a conversas entre os alunos e movimentações diferentes ajuda a identificar problemas. Se alguém está sendo isolado ou se isolando, pode ser um indício de que algo está acontecendo com a turma. Faltas excessivas, silêncio fora do comum e dores inexplicáveis também podem ser sintomas de que alguém está sendo constrangido ou intimidado pelos colegas. Se você estiver conectado a eles pelas redes de relacionamento online e presenciar comportamentos preocupantes, não deixe de chamá-los para conversar. O diálogo pode resolver grande parte do conflito. Mas, para isso, não se esqueça de ouvir os dois lados da história.

Quando a prevenção não é suficiente, a responsabilidade por tratar os casos que envolvem alunos da instituição também é da escola, mesmo que os ataques virtuais tenham sido feitos fora desse espaço. “No cyberbullying, pode se atingir uma plateia imensa com compartilhamento. Independentemente de onde tenha começado, a repercussão acontece dentro da escola e deve ser lidada por ela, envolvendo toda a rede de relacionamentos: quem faz, quem recebe e quem presencia”, esclarece Maria Tereza.

Mediadores de conflitos
Uma opção para engajar as crianças e os adolescentes é promover que eles mesmos sejam mediadores de conflito (leia mais sobre o tema aqui). Alguns alunos podem se sentir mais confortáveis falando com alguém de sua idade. “As pesquisas mostram que muitos estudantes não falam para pais e professores que estão sofrendo, principalmente nos casos de cyberbullying. Só ficamos sabendo quando as coisas estouram e eles não aguentam mais”, pontua Luciene. “Apesar disso, eles contam para os amigos. As redes de apoio entre pares são uma maneira dos estudantes se envolverem na solução e se sentirem acolhidos pelos colegas. Eles se identificam com as situações e sabem muito mais do que nós como intervir”, completa.

Mesmo com os alunos envolvidos na solução, o combate ao cyberbullying é um trabalho de toda a comunidade escolar. Capacitar os docentes e os outros membros da equipe para a implementação de atividades de prevenção e orientá-los para buscar juntos a saída em casos problemáticos são ações essenciais. “Essas situações pedem um protocolo de atuações que implicam em mudança de postura do professor na forma como ele introduz o diálogo, no modo como ele dá possibilidade da vítima se indignar, como leva o autor a reparar o problema que cometeu, o tratamento dado aos expectadores... Ou seja, é preciso formação para lidar com o problema”, conclui Luciene.

Materiais de apoio ao gestor
Publicações como a Cartilha Justiça nas Escolas (disponível aqui), a Cartilha Bullying Não É Brincadeira (veja aqui), as Saferdic@s (confira) e a Apostila para a Prevenção do Cyberbullying (que inclui pautas para educadores e responsáveis e pode ser acessada nesse link) podem ajudar a compreender melhor o fenômeno e a decidir o que fazer diante dessas situações.

O livro Bullying e Cyberbullying - o Que Fazemos Com o Que Fazem Conosco? traz um capítulo dedicado à construção de projetos sobre cyberbullying na escola. Já para trabalhar o tema como leitura para os alunos, a instituição também pode usar o livro A Face Oculta - Uma História de Bullying e Ciberbullying.

O sucesso dos programas anti-bullying depende da parceria com a família. “A maioria delas não fazem ideia do que os filhos fazem na internet e que redes acessam”, revela Maria Tereza. Para ela, há uma confusão entre acompanhar as crianças e invadir a privacidade delas. “Assim como os pais não deveriam deixa-las na rua sem ideia de onde elas estão e do que fazem, não podem deixá-las soltas na praça do cyberespaço sem se dar conta dos riscos. A internet tem um potencial maravilhoso. Mas também tem uma face sombria”, reforça.

O que fazer nos casos extremos
A escola deve propor responsabilizações não com a intenção de apenas punir os praticantes, mas no sentido de reparar o mal. Nos casos de cyberbullying, as informações publicadas sobre as vítimas devem ser retiradas do ar e, em casos de calúnia, desmentidas. “O processo básico é restaurar o respeito e os relacionamentos afetados. É possível também redirecionar as habilidades dos alunos praticantes de cyberbullying para funções mais benéficas. É comum que os autores façam edições de vídeos com a finalidade de armar situações constrangedoras de colegas com conteúdo difamatório. Quem é pego fazendo isso, por exemplo, pode ter como consequência fazer um vídeo sobre o que é cyberbullying para apresentar aos colegas”, sugere Maria Tereza. Se o autor for identificado ou não, a escola deve amparar a vítima, dando atenção ao caso, suporte pedagógico ou psicológico.

Em casos extremos em que a escola não consegue lidar com o problema, o indicado é tomar as medidas cabíveis dentro do âmbito legal. De acordo com a advogada Ana Paula, é recomendável que a criança imprima as mensagens e leve para a escola, que deve buscar auxílio de um advogado especializado em direito digital para verificar o melhor caminho para cada caso. "Muitas pessoas usam perfil falso e fazem ataques muito pesados achando que estão protegidas pelo anonimato. No entanto, é possível identificar o IP do computador do autor”, explica Maria Tereza. Identificado o responsável, a pessoa pode ser processada. No caso de menores de 18 anos, os pais são responsabilizados pelos atos.

 

Por Gestão Escolar

  Quarta-feira, 22/6/2016 - 17h48
IMA revisa critérios para obtenção de Selo Verde para postos de combustíveis
Foto:  

Após reunião com representantes do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Alagoas (Sindicombustíveis), o Instituto do Meio Ambiente (IMA) decidiu redefinir os critérios para a aquisição do Selo Verde de qualidade ambiental para postos de combustíveis. A revisão deverá dar agilidade ao processo de certificação conforme as determinações legais.

Segundo Ricardo Freitas, assessor executivo de Gestão Interna do IMA, o Selo funciona como uma ferramenta para a população verificar se os revendedores estão em conformidade com o que determina a legislação e as boas práticas de preservação ambiental. Ainda de acordo com Freitas, não basta os postos terem aparato técnico para revender combustível, a forma que o produto é recebido, distribuído e armazenado também é levada em consideração.

Confira os pré-requisitos para a obtenção do Selo Verde, após a revisão dos critérios:

  1. Requerimento do interessado para vistoria prévia para obtenção do Selo, conforme modelo próprio;
  2. Estar com a Licença de Operação (L0) válida com compatibilidade com a vigência do Selo;
  3. Comprovar não ter sido autuado e não ter seu processo transitado em julgado de qualquer não conformidade ambiental na vigência da sua LO;
  4. Constatada alguma irregularidade ambiental, o requerente poderá solicitar nova vistoria, quando corrigido a irregularidade no prazo de 30 dias;
  5. Ter a Licença de Operação em pleno vigor e em conformidade as diretrizes do Órgão Ambiental Estadual;
  6. Ter o Cadastro no IBAMA (Instrução Normativa IBAMA Nº6 DE 15/03/2013 (Federal);
  7. Ter o armazenamento adequado de óleo usado;
  8. Realizar Teste de Estanqueidade dentro do prazo legal de vigência da Licença de Operação com a respectiva ART;
  9. Manter as canaletas na ilha de abastecimento e nas áreas de descarregamento de combustíveis em perfeito estado operacional;

A emissão do Selo Verde é um dos resultados do termo de cooperação assinado, em junho de 2015, pelo IMA e pelo Sindicombustíveis-AL.

  Quarta-feira, 22/6/2016 - 17h45
Censo escolar deste ano inicia a coleta de dados no dia 27

A primeira etapa da coleta de dados do Censo Escolar de 2016 terá início no dia 27 próximo e se estenderá até 31 de agosto. Diretores e responsáveis por escolas de educação básica de todo o país devem providenciar o preenchimento, pela internet.

Durante esse período, serão coletadas informações detalhadas sobre as unidades de ensino públicas e particulares e sobre alunos, professores e turmas de todas as etapas e modalidades da educação básica.

Realizado anualmente, o Censo é o principal levantamento estatístico-educacional de âmbito nacional. Os dados, coletados de forma específica, incluem desde a infraestrutura das escolas, matrículas e funções docentes até o movimento e o rendimento escolares. Esse detalhamento é considerado importante e exige rigor dos responsáveis pelo preenchimento. Ele subsidia a definição de políticas públicas de educação, bem como a distribuição de recursos da União a estados e municípios.

As informações do Censo são usadas, ainda, para o cálculo do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb), indicador de referência para as metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).

A data de referência das informações prestadas deve ser a de 25 de maio, Dia Nacional do Censo escolar da Educação Básica.

Após o preenchimento por parte dos diretores e responsáveis, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) verifica a consistência dos dados coletados. Em seguida, as informações preliminares são publicadas no Diário Oficial da União. O sistema fica aberto também para verificação e eventual correção de informações por um prazo de 30 dias, a contar da publicação.

A segunda etapa do Censo Escolar de 2016 consiste na abertura, no sistema Educacenso, do módulo Situação do Aluno. Nesse período, que deve ter início em 2 de fevereiro de 2017, serão coletados os dados sobre  o rendimento e o movimento escolares dos alunos declarados (aprovação, reprovação e abandono).

A Portaria do Inep nº 286/2016, com o cronograma completo do Censo Escolar, foi publicada no Diário Oficial da União do dia 8 último.

O preenchimento dos dados do Censo Escolar deve ser feito no sistema Educacenso.

Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep

  Segunda-feira, 06/6/2016 - 01h11
Municípios podem adquirir de veículos para auxiliar no manejo de resíduos sólidos via portaria da Funasa

Municípios de até 50 mil habitantes podem adquirir veículos para auxílio no manejo de seus resíduos sólidos somente até o dia 13 de junho, via recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Estes recursos estão sendo oferecidos através da Portaria 395/2016, que aprova os critérios e os procedimentos básicos para aplicação de recursos orçamentários e financeiros do Programa de Resíduos Sólidos Urbanos.

 

Os recursos serão exclusivamente para a aquisição de veículos para a coleta e transporte de resíduos sólidos convencionais, de reciclagem ou de compostagem. As propostas apresentadas pelos Municípios devem ter valor mínimo de R$ 100.000,00 e máximo de R$ 300.000,00, conforme o artigo 2.º do Decreto 6.170/2007.

 

Para ter acesso aos recursos, o Município deve ser inscrito no Sistema de Gerenciamento de Ações (Siga) da Funasa até dia 13 de junho. A inscrição é feita preenchendo o formulário disponível e enviando para o email csu@funasa.gov.br. Em seguida, uma senha de acesso e login ao sistema serão enviados ao responsável. O gestor deve então entrar no site do Sistema Siga e preencher os dados solicitados e enviar, ao final, a documentação que for requisitada pelo sistema para a solicitação do recurso.

 

Requisitos essenciais

É importante lembrar que os Municípios devem possuir Licença para a atividade vinculada ao uso dos veículos, para os quais estão pleiteando recursos, seja operação de galpão de triagem de resíduos sólidos, operação de sistema de compostagem ou operação de aterro sanitário.

 

Além disso, é preciso que os Municípios possuam o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS), conforme determina a Lei 12.305/2010. Desde 2012, Municípios sem plano não acessam recursos da União para qualquer serviço relacionado à gestão de resíduos sólidos urbanos.

 

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca também que a portaria atende consórcios públicos intermunicipais, desde que ele seja composto, em sua maioria, por Municípios de até 50 mil habitantes.

  Segunda-feira, 06/6/2016 - 01h04
Projeto Trilhas: curso online para professores alfabetizadores apresenta novidades
Foto:  

A partir de junho, o curso a distância do Projeto Trilhas voltado a apoiar o trabalho docente no campo da leitura, escrita e oralidade, terá 10 novas horas de atividades, voltadas à prática, e um certificado de conclusão validado pelo Ministério da Educação (MEC). A ação é uma iniciativa do Instituto Natura, no âmbito do Projeto Trilhas, e tem como objetivo inserir as crianças do 1º ano do Ensino Fundamental em um universo letrado.

O curso é totalmente gratuito e está disponível aqui. A ideia é que, a partir dele, professores aprimorem suas práticas em sala de aula no campo da leitura, escrita e oralidade, com base no trabalho com os materiais do Projeto Trilhas. Como ele é online, os professores podem se organizar para estudar na hora que desejarem. Além disso, os concluintes recebem certificados de participação.

Outra novidade é que os concluintes do curso receberão um kit Trilhas impresso. Segundo o Instituto Natura, o kit apresenta agora um com novo formato: os materiais vêm em uma maleta (como a da foto), uma embalagem mais leve e prática de transportar. Também passa a fazer parte do material o Caderno de Indicações Literárias, uma seleção de 60 títulos de literatura infantil para ajudar o professor na escolha de um acervo de qualidade.

Para saber mais assista aqui ao vídeo de divulgação do Curso a distância do Projeto Trilhas.

Fonte: Undime com informações do Instituto Natura

 

  Segunda-feira, 06/6/2016 - 01h03
Municípios terão que ampliar matrículas em creches para receber adicional

Os municípios e o Distrito Federal terão que aumentar as matrículas em creches ou atingir patamar mínimo para receber o benefício máximo transferido pelo governo federal. A regra está em medida provisória publicada essa semana no Diário Oficial da União. O benefício extra é destinado a escolas que tenham estudantes beneficiários do programa Bolsa Família.

Os recursos adicionais são estabelecidos em lei de 2012 e fazem parte da ação Brasil Carinhoso, proposta no governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Os recursos são usados para melhorar a oferta de educação, garantindo o acesso e a permanência dos estudantes de baixa renda na escola.

Inicialmente, as escolas recebiam 50% a mais por estudante do valor transferido por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), independentemente de terem aumentado ou não as matrículas de um ano para o outro. Em 2015, outra medida provisória estabelecia que o valor transferido seria de até 50%, podendo ser inferior.

Agora para receber um adicional por estudante de até 50% a mais, os municípios e o DF terão que ampliar as matrículas nas creches, que atendem a estudantes de até 4 anos recém completos ou ter pelo menos 35% das crianças nessa faixa etária matriculadas. A regra vale para 2016 e 2017.

A partir de 2018, os municípios terão que cumprir uma meta que será estabelecida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) para receber o benefício máximo. Caso não cumpram a meta, esse apoio cai para até 25% a mais do valor transferido por aluno.

Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima, a medida é negativa e vai aumentar a desigualdade entre os municípios. "Os municípios menores são os menos capacitados, e com a MP podem ser duplamente penalizados. Não conseguem expandir as matrículas porque não têm recursos próprios suficientes e deixam de receber recursos porque não conseguem expandir as matrículas", disse. "Acho que é uma visão equivocada. Tem que haver um incentivo aos municípcios e não punição", defendeu Alessio.

De acordo com o secretário Executivo do MDSA, Alberto Beltrame, a meta a ser cobrada dos municípios ainda será estabelecida. "Vamos conversar com todas as instâncias para definir metas realistas e que possam, de fato, avaliar tanto quantitativamente quanto qualitativamente o atendimento dessas crianças", disse.

A intenção é que as metas sejam definidas até julho deste ano para que possam ser colocadas em prática em 2018. "Não vemos isso como uma forma de prejudicar o município. Não é nossa intenção criar dificuldade para além daquelas que já são conhecidas, que os municípios enfrentam".

Crianças com deficiência

A medida provisória também incluiu na transferêcia adicional as crianças com deficiência, beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC), independentemente de serem beneficiárias do Bolsa Família. "A MP trouxe algo novo que é importante, que é a atenção a microcefalia, em função da proliferação do vírus Zika", disse Beltrame.

De acordo com o secretário executivo, há 25 mil crianças beneficiárias do BPC que não estão no Bolsa Família, logo não recebem a transferência adicional. A inclusão dessas crianças significará um repasse adicional de R$ 41 milhões por ano aos municípios.

A inclusão de crianças de até 4 anos em creches é uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Até 2024, 50% das crianças devem estar matriculadas em creches. Atualmente, 29,6% estão matriculadas.

Fonte: Agência Brasil

  Segunda-feira, 30/5/2016 - 20h37
Seis em cada dez Municípios têm rombo nas contas
Foto:  

Num efeito dominó, o rombo dos orçamentos púbicos chegou ao elo mais fraco: as prefeituras. Com caixa mais apertado e pouca capacidade de arrecadação, os prefeitos têm lançado mão de várias medidas para fechar as contas: a lista do ajuste municipal inclui desde a demissão de funcionários até a redução do horário de expediente dos órgãos públicos. O malabarismo, porém, não deve ser suficiente: mais de 60% das prefeituras vão terminar o ano no vermelho, segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

Esta informação foi publicada no final de semana pelo jornal O Estado de São Paulo, onde analisa a difícil situação da maioria dos Municípios brasileiros que nos últimos anos têm buscado sensibilizar o governo federal e o Congresso Nacional, sem sucesso. Um dos caminhos da luta que se refere ano após ano, é a definição de um novo Pacto Federativo.

A deterioração das contas dos Municípios, assim como vem ocorrendo com os governos estaduais, tem como pano de fundo a grave crise fiscal que assola o Brasil. No caso dos Estados, o problema foi agravado pela combinação entre aumento da dívida e crescimento das despesas com pessoal. Nas prefeituras, o nó está na alta dependência das verbas da União, destaca o jornal. Com arrecadação mais fraca desde o ano passado, os prefeitos têm sido afetados pela queda nos repasses públicos. Hoje apenas 10% dos 5.570 Municípios do País têm arrecadação própria suficiente para bancar suas despesas.

Na maioria dos casos, a principal fonte de recursos é o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), composto pela arrecadação do Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Produto Industrializado (IPI). E qualquer corte nesse fundo faz um estrago enorme nos cofres dos Municípios.

Com a recessão econômica, que derrubou a arrecadação dos governos federal e estaduais depois de quase uma década de alta ininterrupta, os repasses começaram a minguar. No ano passado, o FPM teve queda real (descontada a inflação) de 2,3% e, neste ano, de 13,7% até abril. Enquanto isso, as despesas com pessoal – principal gasto das prefeituras – e custeio continuaram a crescer. Só o piso salarial dos professores subiu 11,36%.

 

Sem saída

O resultado dessa equação não tem sido positivo: falta dinheiro para pagar salário, fazer obras de infraestrutura, comprar remédios, abastecer os veículos e garantir a merenda escolar. “Ao contrário dos Estados, que têm elevado endividamento, o problema dos Municípios está mais associado à queda de arrecadação e ao aumento de gastos. Eles não têm para onde correr para se financiar”, afirma o consultor em contas públicas, Raul Velloso.

A situação é tão grave que entrou no conjunto de prioridades do presidente em exercício Michel Temer. Em seu primeiro discurso, ele falou da necessidade de uma reformulação do pacto federativo, que hoje provoca desequilíbrio entre as três esferas públicas na repartição dos tributos. “Estados e Municípios precisam ganhar autonomia verdadeira sobre a égide de uma federação real, não sendo uma federação artificial, como vemos atualmente”, afirmou.

 

Audiência

A CNM e o Movimento Municipalista esperam que o presidente em exercício Michel Temer conceda, ainda na primeira quinzena de junho, audiência aos dirigentes da CNM e das entidades estaduais para que possam apresentar ações para ajudar os Municípios a vencer a atual crise e apontar propostas para o Pacto Federativo.

 

ASCOM CNM

  Segunda-feira, 30/5/2016 - 20h30
AMA promove realiza o 2° workshop das Assessorias de Comunicação das Prefeituras
Foto:  

A Associação dos Municípios Alagoanos – AMA – promove, no dia 13 de junho, das 9h às 12h, no auditório da Entidade, o 2° Encontro das Assessorias de Comunicação das Prefeituras. O evento tem como tema central a comunicação em ano eleitoral: as regras da minirreforma eleitoral, que, entre outras coisas, traz uma série de limitações para a divulgação de ações de prefeitos que são candidatos à reeleição.

Além dos assessores de imprensa dos municípios, jornalistas e assessores técnicos também vão poder participar.  A gerente de Comunicação da AMA, Zélia Cavalcanti, diz que o intuito é oferecer segurança jurídica aos assessores através desse encontro e também orientar sobre as ações de marketing em ano eleitoral.

Na programação, a palestra inicial é do Advogado da AMA, Luís Guilherme, que apresentará as mudanças da Lei e sua implicação na divulgação jornalística. A jornalista Flávia Gomes de Barros, assessora do TRE/AL, também participa do painel com o intuito de informar para o uso adequado das mídias e redes sociais, para que não haja ilegalidades e transtornos futuros para os prefeitos que são candidatos, ou não, a reeleição com a divulgação de matérias que possam ser caracterizadas como propagandas.

As publicitárias e especialistas em marketing eleitoral, Mariana Farias e Christiane Dantas, fecham o encontro falando sobre “como fazer uma boa assessoria de Marketing e uso das redes sociais dentro dos limites da Lei Eleitoral”.

As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas através do e-mail imprensa@ama.al.org.br até o dia 10 de junho, informando nome e município. Para os demais jornalistas basta apenas enviar o e-mail com o nome e o veículo.

AMA

  Segunda-feira, 30/5/2016 - 20h03
O ensino de Matemática como prática social na Educação Infantil

Quando chegam à escola, as crianças já vivenciaram muitas situações em que números são utilizados pelos adultos em brincadeiras, em músicas, para marcar o tempo ou contar objetos. Ainda novinhos, eles escutam a idade que têm e são incentivados a mostrá-la com os dedos das mãos. Também levam bronca dos pais para arrumar o quarto: “Vou contar até dez para você juntar todos os brinquedos. Um, dois, três…”.

Todos esses momentos fazem parte de uma prática social real. Isso significa que utilizamos os números no nosso dia a dia dessas formas, atribuindo sentido a esses usos e nos comunicando por meio deles.

E os pequenos também empregam os numerais quando falam, imitando os adultos. “Prô, eu sou muito pesada, já tenho 10 metros”, me disse Mariana, de 4 anos, ao subir numa balança. É claro que ela misturou as medidas, mas é porque ainda está construindo uma compreensão de tudo. Nesse ponto, cabe à escola observar o que e como as crianças utilizam os números e, com base nisso, pensar em propostas em que elas sistematizem o que sabem e aprendam ainda mais sobre o sistema de numeração.

Atividades de Matemática com sentido

Contar e recitar a série numérica são os principais objetivos de aprendizagem em todas as turmas da Educação Infantil. O que vai variar em cada faixa etária é o desafio, que deve ser ajustado de acordo com os saberes já construídos pelos pequenos.

Quando você estiver conversando com os professores sobre o ensino de Matemática nessa etapa, é sempre bom lembrar que atividades com números precisam fazer sentido para as crianças. Assim, elas tomarão para si a tarefa e a realizarão porque é divertido, por exemplo, brincar de marcar o tempo recitando os números e contar os brinquedos ou os colegas da sala.

São inúmeras as propostas possíveis quando se trata de recitar os números. Listei algumas possibilidades, que você pode compartilhar com sua equipe:

  • Brincar de esconde-esconde. Nessa brincadeira, a pessoa que vai procurar pelos colegas conta até determinado número para dar tempo de todos se esconderem.
  • Marcar o tempo num jogo em que duas equipes vão competir quem acerta mais bolas no cesto. Ao fim, os pequenos podem contar quem fez mais pontos.
  • Combinar quantos segundos cada criança pode brincar no balanço ou em outro brinquedo no parque. Os colegas recitam os números até chegar ao tempo acertado. Quando isso acontecer, o pequeno dá lugar a outro da turma.

Se a turma se perder no recitado e pedir ajuda, o professor pode ajudá-la a retomar a contagem, falando alguns números e devolvendo a palavra de volta para os pequenos. Mas, caso eles recitem os números fora de ordem e o engano não for uma questão para eles, não é legal interromper. Aquilo é o que o grupo sabe no momento e, gradativamente, aprenderá mais.

Quando se trata de contar, focamos, primeiramente, nas situações cotidianas da sala de aula:

  • Contar quantas crianças vieram naquele dia para avisar a merendeira da escola ou para separar o material necessário para determinada atividade.
  • Contar as peças de um jogo para conferir se há a quantidade que está escrita no pote.
  • Propor jogos de preenchimento, de percurso ou que utilizem cartas com quantidades e números são excelentes situações lúdicas, nas quais faz sentido contar. Nelas, ainda existe a vantagem de a criança repetir inúmeras vezes os procedimentos, aperfeiçoando sua contagem.

Progressivamente, as crianças podem melhorar suas estratégias de contagem e compartilhar com os colegas como asseguraram que todos os objetos foram contados e como não se perderam na contagem.

E na escola em que você trabalha, as crianças têm oportunidade de recitar os números e de contar em situações que façam sentido para elas?

por Gestão Escolar

  Domingo, 22/5/2016 - 23h52
Governo de Alagoas anuncia R$ 8 milhões em investimentos através da Fapeal
Foto:  
Presidente da Fapeal, Dr. Fábio Guedes

O Governo de Alagoas anunciará o investimento de R$ 8 milhões em ciência, tecnologia e inovação. Os recursos são oriundos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapeal) que lança novos editais e dá concessão de auxílio a 20 pesquisadores. O evento acontece nesta terça (24), às 9h, no Complexo Cultural do Teatro Deodoro.

Na ocasião, serão lançados os editais de apoio à realização de eventos técnico-científicos no Estado (R$ 500 mil) e à participação de pesquisadores alagoanos em ocasiões do mesmo gênero no Brasil e no exterior (R$200 mil). Os interessados poderão começar a submeter suas propostas para ambas as chamadas já a partir do dia 25 de maio.

Também será anunciado o lançamento de mais sete editais, a serem publicados em Diário Oficial ainda este semestre, com cronogramas específicos. São eles: Edital de Auxílio à Pesquisa Universal (R$ 800 mil); Edital de Manutenção e Aquisição de Equipamentos (R$ 600 mil); Edital de Publicação de Livros Científicos (R$ 150 mil); Edital de Auxílio à Periódicos Científicos (R$ 150 mil).

Merecem destaque o edital de R$ 500 mil em Auxílio à Pesquisa voltado para as necessidades específicas da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e o Edital de Excelência Acadêmica, no valor de R$ 100 mil, para estimular o compromisso com a qualidade nas pesquisas feitas por estudantes de graduação, pós-graduação stricto sensu que tenham produtividade e mérito científico comprovado, com o intuito de elevar os indicadores dos programas de mestrado e doutorado. (Update em 18/05/2016, às15:27)

No total, serão R$3 milhões de recursos integralmente estaduais aportados pela Fapeal.

“O lançamento dos editais é importante porque estamos num contexto de mudanças institucionais no país e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado continua firme no atendimento aos anseios e aos avanços da pesquisa e da ciência em Alagoas. Serão nove editais lançados que atenderão a comunidade acadêmica neste semestre. E no segundo semestre teremos mais novidades, desta vez no campo do fomento à inovação tecnológica e ao setor produtivo”, comenta o diretor-presidente da Fapeal, Fábio Guedes Gomes.

Investimentos – Através de parcerias, também serão contempladas as áreas de saúde pública e educação.

A Fapeal adianta que, no dia 31 de maio, será lançado o edital do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS) no valor de R$ 2 milhões. Meio milhão é garantido pelo Governo de Alagoas, com recursos da Fapeal e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), ambas concedendo R$ 250 mil. O valor restante é contrapartida federal, através do Ministério da Saúde.

E, marcando a cooperação da Fapeal com a Secretaria de Estado da Educação, haverá o pré-anúncio do Edital de Bolsas de Mestrado para Professores da Rede Estadual de Ensino (R$ 810 mil) e do Edital de Bolsas para Formação Científica, Artística e Cultura para Alunos do Ensino Médio da Rede Estadual Pública (R$ 120 mil).

Além desses editais, o governador Renan Filho entregará os termos de outorga de Auxílio à Pesquisa para os 20 pesquisadores que foram selecionados na chamada pública do Programa de Desenvolvimento Regional (PDCR). Eles vêm de outros estados para Alagoas ou estão saindo da capital para se fixarem nos campi universitários do interior.

 

Neste caso, foram investidos R$ 250 mil em recursos do Governo do Estado. A contrapartida federal serão bolsas de pesquisa do CNPq, para até 36 meses, que representam mais R$ 2 milhões captados para a formação de recursos humanos de alto nível em Alagoas.

Fapeal

 
Foto:
Clique na imagem para ampliar
 
 

  -